domingo, 11 de outubro de 2009

Ontem à noite queria muito sair: Cinema.

Destino: Parque Nascente.

1º passo: arranjar companhia. Check!

2º passo: encontrar o caminho. Fuck!

Andei por mais de 20 estradas escuras diferentes. Fiz mais de 10 inversões de marcha. Quis voltar para trás e não sabia o caminho. Andei mais tempo perdida do que em estradas que conhecia. Perdi a conta às infracções graves que cometi, sem contar com o tempo que fui a falar ao telemóvel. Ouvi várias músicas repetidas na rádio. Falei com três pessoas diferentes para me explicarem o caminho. Gastei a gasolina que tinha acabado de pôr. Decidi voltar para casa, mas não sabia como. A caminho de casa ainda decidi voltar para trás para tentar outra vez, porque afinal eu não desisto assim tão facilmente (burra!) Andei mais meia hora perdida (burra!). Sentidos únicos, sentidos proibidos, placas escondidas, becos sem saída, estradas sem iluminação, rotundas sem sinalização, às voltas e voltas e voltas, e voltei e fui e voltei e fui e voltei e fui outra vez e voltei e já não sei como voltei, mas voltei para casa. Respirei de alívio quando comecei a conhecer o caminho. E ao fim de uma hora e meia sozinha e perdida, não me conseguia parar de rir.

Para quê ir ao cinema, quando a nossa vida já é um filme?

A.H.

2 comentários:

Tulha disse...

Tenho que dizer que este post tá absolutamente brilhante x')

Cláudia Isidro disse...

qualquer pessoas ficava depremidíssima, mas tu... tu até publicas o drama que é a tua noite de sábado no blog xD