domingo, 7 de março de 2010

Em jeito de despedida...

Não tenho vindo escrever.
A razão é simples: não tenho tido absolutamente nada para fazer.

Passo pelo blog de vez em quando e dou por mim a ler textos mais antigos (os meus) e a olhar maravilhada para as fotos que a Lau insiste em postar de si mesma de mês a mês com uma frase enigmática por baixo e um título pseudo sugestivo.

Sou tão má pessoa! O que é que eu vim aqui fazer mesmo?

Acho que era para dizer aos 10 seguidores deste blog que este talvez seja o meu último post. Vou-me mudar para outro blog quando mudar de vida. Ainda não arranjei um nome, mas vou esforçar-me para que esteja na ténue linha que separa o ridículo do intelectual. Sei que estão ansiosos !!

Isto foi uma péssima despedida. Estou com sérias dúvidas se serei capaz de carregar no "Publicar Mensagem". Mas calma... nós já publicámos aqui discussões acesas sobre se a melhor parte da torrada é o meio ou a ponta! Éramos um bocado felizes :')

Pronto, vou dormir e preparar-me para gozar a última semana antes do início do estágio. Entre o abraço da(s) capa(s) e o azul das t-shirts. Afinal, é onde me sinto melhor. O que é que me falta?

A.H.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010


Daquela vez como se fosse a última.
C.I.

domingo, 17 de janeiro de 2010


"Não existe nada de completamente errado no mundo; mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia."

C.I.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Chegou-me a apetecer vir aqui fazer um balanço do ano 2009, mas foi tão mau que nem me atrevi.

Depois apeteceu-me vir aqui mostrar ao mundo quão cansada estava, mas estava demasiado cansada para o fazer.

Entretanto vim aqui por razão nenhuma.

Posto isto, não vos parece que este blog vai morrer? eu acho que sim! mas dois anos de existência já foi muito bom, na medida em que isto foi mantido por duas pessoas extremamente parvas.

Dois apontamentos:
1 - o filme Ágora é muito bom. Descasca nos cristãos e na sua ignorância e eu gosto disso.
2 - eu e a Lau vamos até Milão um dia destes.

cumprimentos,
Ana Heleno

sábado, 19 de dezembro de 2009


Até ao longiquo
Que os meus olhos alcançam
Há sonhos que se aproximam de mim
E aqueles que eu deixei para trás
Que sempre partilharam
Os meus pensamentos
E que seguir-me-ão onde eu for
Que que saibam
Que quando eu for velho e sensato
Palavras passadas
Nada significam para mim
E qualquer dia pela nevoa do tempo
Se me perguntarem se vos conheci
Sorrirei e direi que eram meus amigos

Se uma lágrima te cair
Ao ver chegar o fim
Toma cuidado, muito cuidado
Que a saudade começa assim

(...)

A.H.

Tenho 19 anos.

Tive ontem a minha última aula de licenciatura.

Inacreditável.

O nosso tempo passou.

O tempo da descoberta, da ingenuidade e da inocência. O tempo das mil fotografias, das figuras tristes e das gargalhadas nos corredores que nos faziam deitar no chão com as lágrimas nos olhos. Passou o tempo de tantas canções feitas em conjunto e das parvoíces no estúdio de rádio. O tempo das tardes sem trabalhos e preocupações numa esplanada e o das noites com mil histórias para contar. O tempo da esperança.

Este é hoje o tempo de outros.

E o nosso tempo passou.

Guardo o eco das gargalhadas, o coração acelerado pelas novas experiências. Guardo fotografias, gravações e vídeos que me trazem “emoções que dão vida à saudade” Guardo o que resta da esperança de ser mais e fazer melhor. Guardo momentos únicos e pessoas especiais. E levo segredos. Tantos. Para a vida.

(E continua a ser inacreditável)

A.H.

domingo, 13 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tenho saudades disto.


A.H.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A letra de uma das músicas do novo álbum de Tiago Bettencourt & Mantha. Vai sair no início de Março.

(e eu faço anos a 14 de Março!)


...

Tenho o teu abraço cheio

com a solidão no meio

que não deixa abraçar

Tenho o teu olhar presente

e o desenhar do movimento

do teu corpo a chegar

Tenho o teu riso sentado

e o misterio do teu lado

que preciso desprender

Tenho o corpo a correr

Tenho a noite a trespassar

Tenho medo de te ver

É perigoso este perfume

e a memória do teu nome

é de fogo o que nos une...

tenho o espaço indeciso

dá-me mais porque preciso

mais um sopro do que tens

Mesmo longe caem rosas

como pedras preciosas

que confundem a razão

O mistério do teu lado

entre o certo e o errado

bem e mal em discussão

Volta o teu abraço cheio

com o coração no meio

volto eu a disparar

Não percebo o que é que queres

Diz-me tu o que preferes

Ir embora ou ficar?

Este tempo intermédio

Entre a paz e o assédio

Não me deixa evoluir!

Não é dor nem fogo posto

é amar sem ser suposto

é dificil resistir...

deixa andar, deixa ser

quando queres entender

o que não podes disfarçar

escolhes não sentir

mas não é teu para decidir

se faz bem ao coração

largar o que é em vão

Meu amor esta vontade

Meu amor se é verdade

Meu amor se queres saber

Abre espaço no que é teu

Para te dar o que é meu

Deixa andar... deixa ser.

faz bem ao coração

largar o que é em vão



A.H.